domingo, 5 de janeiro de 2014

A Múmia.

Tantas e tantas foram as vezes que a figura podia, e devia, ter dito alguma coisa, e nada...
Se julga que por cavalgar, em directo, a onda da morte, está a marcar pontos, pela parte que me toca já vem tarde.
E hoje sim, podia muito bem ter estar calado. Pelo menos não estragava.

Quer-se dizer que as festividades, afinal, ainda não acabaram?

Pois... Esqueci-me das Janeiras.

Mais uma parvoíce.

Orçamento de estado fresquinho, governo velho e que já mostrou ao que vem, presidente que é o que é, chove como o caraças, etc, etc, etc, e vêm desejar o quê?

Ao menos passem isto para o carnaval e passem a cantar as fevereiras ou as marças, que assim ninguem leva a coisa a sério...

sábado, 4 de janeiro de 2014

O escriba pede desculpa por ser repetitivo e escrever o que centenas de outros escribas também escreverão, mas...

"Bombeiro" é a "palavra do ano" 2013, e por dois ou três posts recentes neste tasco, parece claro que o escriba está de acordo.

Bombeiros e demais voluntários.
Sem interesses. Sem vaidades. Sem protagonismos pretendidos. Sem publicidade.

Obrigado a todos.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ah, como é bom começar o ano novo em grande.

Em pulgas para ouvir o discurso.

A estabilidade política.
A confiança dos mercados.
As avaliações positivas da Troika.
A retoma da economia.
O crescimento do emprego.
O presidente como factor de estabilidade.
Um ano difícil e pleno de desafios, mas com a convicção plena que o empenho, a coragem, os sacrifícios e a dedicação de todos os Portugueses o tornarão num bom ano, num ano de viragem, num ano melhor para todos.
A garantia de que o presidente fará tudo o que estiver ao seu alcance para que assim seja.
Portugal para todos.
Um bom ano para todos.

Pelo sim, pelo não, já garanti que as pilhas do comando da televisão estão a funcionar.

Terminadas as festividades, apresenta-se Mg.

O único gajo que, coma o que comer, não engorda uma grama.

(foda-se!! Esta merda vai passar a ser blog de gaja? Ou acaba já por aqui?)

Então, oh enorme escriba? Não nos contas como foi essa passagem do ano?

Uiiiii.... Divertidissima!
A ver se desenvolvo a coisa, que neste momento, não me apetece.

Mg nem sempre particulariza e isso pode fazer com que haja alguém que se sinta injustiçado.

Como o caso das meninas do INEM de ontem, que lhe disseram para ir com elas (e Mg julga já ter dito que gostaria de ser bombeiro e conduzir uma dessas viaturas amarelas), ao que Mg prontamente recusou que a casa era já ali.

Voluntárias na passagem de ano.
Uma delegação da Cruz Vermelha algures por aí..

Mg, o vosso escriba (diz que vicentino) predilecto, põe os corninhos de fora para os cumprimentar e trazer as boas novas.

Olá, estão bonzinhos?
Sabíeis que entrou hoje em vigor o orçamento do estado para o novo ano?

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Porque isto do Ano Novo e da passagem de ano, é sempre fodido.

Mg nunca ouviu ninguém dizer "ah e tal, passei o ano a foder".

Em bom rigor, Mg, que já escalou uns largos pares de anos, só por uma vez passou do 31/12 para o 01/01 a fazer o amor.

E que bom que foi, a cada badalada do sino que ao longe se ouvia, acompanhar com uma badalada própria do seu badalo.

Foi um bom ano, e o escriba, desde então, pode dizer que passou um ano a foder.

Neste ano, que também se pode dizer que foi fodido, e à hora em que isto sai para o ar, o escriba estará, provavelmente, rodeado de gente, com taça de champanhe numa mão e a porcaria das uvas passas noutra.

"come, que dá sorte", dir-lhe-ão, enquanto faz uma cara feia e repete, pela milésima vez, que essa tradição é uma tradição tão parva quanto usar uma peça de roupa interior azul (será para atirar ao chão, de qualquer modo, e o escriba nem quererá saber se o embrulho é azul ou preto, ou vermelho, ou cor de rosa às bolinhas brancas, estando mais interessado no presente).

E a cada uva passa se pedirá um desejo, e Mg, que terá alguma dificuldade em pensar em 12 desejos, tentará compensar com 12 goles no copo (se um não chegar, outros se seguirão).

E a determinado momento, irá pensar que se 2013 foi fodido, 2014 será ainda pior, por muito que a gente diga - e queira - que não, e que por cá continuarão os coelhos e os anibais desta vida, acompanhados da sua comandita de inegável valor e inquestionáveis qualidades, a fazer, durante todo o ano, aquilo que Mg preferia estar a fazer na passagem de um para o outro.

A badalar, com maior ou menor intensidade.

E Mg, uma vez mais, sentir-se-á pequeno, porque só consegue foder uma de cada vez, ao invés de outros, que de uma assentada, fodem os que querem e lhes apetece, dando umas atrás das outras sem tirar, e cada vez com mais vontade e mais vigor.

E, para miséria de um povo, ninguém os fode a eles.

E assim chega o Ano Novo.

Feliz Ano Novo!